Postado em 21 de Julho de 2020 às 16h58

Mioma Uterino: Preservação do Útero através de tratamento de Embolização.

Angioclinica do Oeste O mioma uterino é um problema amplamente discutido e conhecido das mulheres. Tratam-se de tumores ginecológicos benignos mais comuns e podem estar presentes em até 40% das mulheres em idade reprodutiva,...

O mioma uterino é um problema amplamente discutido e conhecido das mulheres. Tratam-se de tumores ginecológicos benignos mais comuns e podem estar presentes em até 40% das mulheres em idade reprodutiva, entre 30 e 50 anos. Acometendo com maior frequência as de raça negra, nuligestas, obesas, com história familiar de mioma e as portadoras de síndrome hiperestrogênica.
Muitas mulheres são portadoras de miomas e não apresentam sintomas, não necessitando de qualquer tipo de tratamento, apenas, cerca de 30% das pacientes, apresentam sintomas e irão precisar de algum tipo de intervenção.

Os miomas uterinos, geralmente, são encontrados durante a avaliação de consulta e no exame físico ginecológico, que se confirmará o diagnóstico com o ultrassom pélvico.
A forma de apresentação clínica é variável e depende, principalmente, do tamanho, localização e número de nódulos. Ocasionando, sintomas desconfortáveis como menorragia ( geralmente se apresenta como menstruação com duração e fluxo sanguíneo aumentados, que podem inclusive provocar anemia), dismenorréia (dor durante a menstruação), sensação de pressão pélvica, aumento na frequência urinária, infertilidade, aumento do volume abdominal ou massa pélvica palpável; e condicionam profundo comprometimento da qualidade de vida das pacientes.

Até recentemente, as únicas modalidades terapêuticas para o mioma uterino sintomática eram o tratamento cirúrgico ou tratamento hormonal. A histerectomia é, seguramente, o procedimento universalmente mais aplicado como forma de tratamento, embora, tenha a vantagem de ser definitivamente curativa, é um procedimento cirúrgico formal que demanda alguns dias de hospitalização e um período variável de convalescença e recuperação pós-operatória. Pode ainda estar associada a complicações. Além disso, a histerectomia acaba definitivamente com qualquer possibilidade de fertilidade, o que representa profunda perda para mulheres jovens que não tiveram filhos previamente.

A partir de 1991, começou a utilizar clinicamente a embolização uterina como alternativa para o tratamento dos miomas. Os resultados iniciais dessa experiência foram publicados na prestigiosa revista The Lancet, em 1995, e sugeriam que se tratava de um método altamente eficiente para o controle dos sintomas.

A embolização uterina é um método minimamente invasivo e eficaz para resolver os problemas desconfortáveis causados pelos miomas, tem como objetivo a interrupção do fluxo sanguíneo, consistindo no bloqueio intencional das artérias que nutrem os miomas, provocando, dessa maneira, a sua isquemia e fibrose. Para isso, um fino cateter é introduzido por meio de punção da artéria femoral na virilha e, mediante visão gerada por um equipamento de angiografia digital, conduzido até as artérias uterinas. Nesse local são injetadas pequenas esferas que obstruem os ramos que levam sangue para os miomas.

Quando os resultados da embolização são comparados com os obtidos após a cirurgia de histerectomia, as vantagens tornam-se mais evidentes. A embolização propicia permanência hospitalar mais curta, recuperação clínica mais rápida e uma incidência menor de complicações, somando-se o impacto satisfatório que provoca na qualidade de vida das pacientes.

O sucesso do resultado da embolização do mioma uterino está diretamente relacionado a todo um processo de investigação, diagnóstico, correta seleção e indicação do procedimento e do acompanhamento pós-embolização. Todo o processo pré e pós-embolização do mioma uterino, deve necessariamente ser feito em equipe, Ginecologista e o Cirurgião Vascular.

 

Por: Dr. Hélio Augusto Machado 


 

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