Pé Diabético

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Pé Diabético

Qual a importância do Diabetes?
É uma epidemia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2025 teremos cerca de 300 milhões de pessoas com a doença, a maioria em países pobres, gerando um gasto de mais ou menos 10% do orçamento da saúde pública para o seu tratamento.

O que é pé diabético?
O pé humano é uma estrutura altamente especializada, que dá suporte e locomoção, além de ser importante para a estética. É constituído de delicadas estruturas ósseas, ligamentos e músculos, harmoniosamente balanceadas, visando a uma função complexa. Para isso, conta com uma rede vascular especializada, constituída de artérias, veias e vasos linfáticos, além de nervos.

Os diabéticos, em face da intolerância à glicose causada pela diminuição de insulina circulante, desenvolvem problemas em vários setores do organismo, que são tanto mais graves e precoces quanto pior for o controle da hiperglicemia (açúcar alto no sangue). Uma das estruturas que sofre com esse descontrole glicêmico é o pé, recebendo a denominação de pé diabético.

Quais as alterações do pé diabético?
Incluem a neuropatia (alteração da função do nervo) a arteriopatia (alteração do fluxo sanguíneo pelas artérias) e a infecção (diminuição da resistência aos micróbios).

A neuropatia provoca a redução da dor e sensibilidade nos pés, levando o paciente a ignorar dores e até feridas; e a infecção é o fator que leva, em questão de horas ou dias, à destruição dos tecidos.

Qual o tratamento para o pé diabético?
Nem sempre o tratamento clínico é suficiente e, às vezes, somos obrigados a lançar mão da cirurgia, através das pontes, como a ponte de safena. Muitas vezes já existe necrose. Neste caso, o cirurgião vascular realizará uma drenagem cirúrgica ou um desbridamento da lesão, retirando a parte do tecido necrosado.

Quando a parte necrosada for extensa, o cirurgião deverá realizar uma amputação. Esta solução, extrema, é, às vezes, o único recurso para salvar a vida do paciente, já que a gangrena poderá levar o paciente diabético ao óbito.
 

Prevenção

Quais as medidas para prevenção de complicações?

1 – Examine, todos os dias, os seus pés. Verifique se existem bolhas, calos, úlceras, micose entre os dedos ou infecções. Examine seus pés pela manhã ao acordar e à noite, ao deitar. Use um espelho para “olhar” as solas dos pés ou peça a ajuda de alguém.

2 – Passe as mãos dentro de seus sapatos. Não use sapato antes de examiná-los com as mãos. Não use sapatos apertados. Cuidado com sapatos novos ou sandálias. Mas nunca ande descalço. Mesmo em casa, use um calçado. Nunca ande descalço na praia.

3 – Lave bem e diariamente os pés, usando água morna. Use sabão neutro. Nunca deixe de enxugar bem os pés e entre os dedos.

4 – Andar é o melhor exercício para a circulação. Ande pausadamente e de forma regular. Mesmo alguns quarteirões por dia já são suficientes. Entretanto, no caso de feridas ou lesões, pode ser o repouso necessário.

5 – Abandone o hábito de fumar para preservar a sua circulação.

6 – Corte as unhas com cuidado, evitando machucar os bordos da unha e a pele. Não corte os calos, lixe-os delicadamente e regularmente. Não retire as “cutículas”, elas protegem suas unhas. Não permita que extraiam sua unha sem exame médico prévio.

7 – Nos dias frios, proteja os pés usando meias de lã ou algodão, de preferência bem folgadas. Nunca use nada que aperte seus pés e possa prejudicar o fluxo sanguíneo.

8 – Nunca confie em sua sensibilidade térmica ou dolorosa. Evite os excessos de calor e frio. O fato de você sentir que seu pé está “frio” não significa que este esteja. Nunca aplique bolsa de água quente nos pés.

9 – Nunca use remédios ou produtos químicos nos pés sem consultar o especialista. Devido ao diabetes, produtos corriqueiros podem ser danosos para a sua pele.

10 – É importante que você visite seu médico com regularidade e faça um controle rigoroso do peso, glicemia, colesterol, triglicérides e ácido úrico.

11 – Praticar esportes de baixo impacto como caminhadas, bicicleta ergométrica, natação e hidroginástica.

12 – Controle adequado da dieta.

Fonte: http://www.sbacv.com.br