Escleroterapia

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Escleroterapia

Escleroterapia

A escleroterapia consiste na injeção de determinados medicamentos chamados de “esclerosantes” dentro de um capilar, vénula ou veia de modo a destruí-la. É usada para tratamento da varicose reticular.

Varicose Reticular
As telangiectasias (diâmetro inferior a 1 mm), e as pequenas varicosidades (diâmetro superior ou igual a 1mm), ambos também chamados “derrames”, constituem a entidade patológica chamada de varicose reticular. De etiologia desconhecida, mas com certa tendência familiar, a varicose reticular não constitui uma primeira fase da doença varicosa como as antigas classificações (CEAP 1994) ainda o afirmam. Na sua etiologia está, muito provavelmente, uma dificuldade de drenagem da pele no tecido celular subcutâneo. Habitualmente não há compromisso dos troncos safenianos e nunca evoluem para tal. Mais frequentes no sexo feminino, agravam-se com a gravidez, a tomada de anticoncepcionais e com a obrigatoriedade de estar longas horas de pé em algumas profissões. No sexo masculino estão, sobretudo, relacionadas com a posição de pé durante longos períodos de tempo.

Mecanismo de ação
O produto esclerosante provoca um processo inflamatório no endotélio vascular que ao cicatrizar origina a oclusão do vaso. É usado, sobretudo, no tratamento da varicose reticular, mas pode também ser injetado em veias colaterais das safenas se a colateral a tratar estiver insuficiente mas com a válvula ostial da safena continente. Caso contrário, o débito venoso é grande e o produto será “lavado” (diluído) e não fará efeito. Os esclerosantes mais potentes, por exemplo, a espuma de polidocanol ou de tetradecyl sulfato de sódio, podem ser usados para vasos maiores. Têm sido descritos, no entanto, acidentes trombo-embólicos graves o que torna esta técnica injustificada, dada a simplicidade do tratamento de tais casos com uma pequena cirurgia sob anestesia local, efetuada em ambulatório.

A adminitração de esclerosantes deverá ser feita, obrigatoriamente, por médico com a prática necessária.
 

Complicações

Complicações

A maioria está relacionada com a inexperiência de quem administra o produto. Em geral podem aparecer:

  • Alergias (qualquer pessoa pode fazer uma alergia a qualquer produto)
  • Hiperpigmentação no trajeto da vénula injetada
  • Aparecimento de uma “nuvem” de pequenos capilares tipo cuprose no caso de oclusão intempestiva da vénula de drenagem da telangiectasia e também devido a injecção sob pressão e em grande quantidade do produto esclerosante (mais frequentes na face interna dos joelhos)
  • Necroses, sempre secundárias a uma má técnica de quem faz o tratamento são o reflexo da injeção do produto em para-venoso e não intra-venoso.
  • Tromboflebite superficial ou profunda quando são usados produtos mais potentes
  • Recidivas

A varicose reticular é uma situação crônica e como tal é normal haver recidivas no mesmo local que foi tratado ou o aparecimento de novas telangiectasias.